terça-feira, 28 de julho de 2020

Introdução ao Framework LeSS

Introdução ao LeSS Framework LeSS

Em poucas palavras … Scrum é um framework de controle de processos empíricos de desenvolvimento onde uma equipe auto organizada e multifuncional desenvolve um produto de forma incremental e iterativa. Ao final de cada (em média) Sprint de duas semanas, um completo potencial incremento lançável de produto ‘feito’ (ou resumindo, incremento lançável) é entregue e possivelmente lançado. Um único Product Owner é responsável por maximizar o valor do produto, priorizar itens (funcionalidades) no Product Backlog, e decidir de forma adaptativa qual a meta de cada Sprint baseada em inspeções frequentes. Uma Equipe é composta por cerca de sete pessoas que são responsáveis por entregar a meta da Sprint, elas possuem ou aprendem todas as habilidades necessárias. Não há nomenclaturas especiais de cargos e nem equipes especialistas. Um Scrum Master educa sobre o Scrum e como entregar valor através dele, e treina o Product Owner, Equipe e a organização para aplicá-lo. Não existem os papéis de gerente de projeto, líder de equipe ou qualquer outro papel dentro do Scrum. Uma Sprint começa com o Planejamento da Sprint, e termina com a Revisão da Sprint e a Retrospectiva da Sprint para inspecionar e adaptar, respectivamente, sobre o produto e os processos.
Controle de processos empíricos requer transparência, que é criada através do ciclo curto e iterativo de desenvolvimento de incrementos lançáveis. Enfatiza o aprendizado contínuo, inspeção, e adaptação sobre o produto e os processos. É baseado em reconhecer que os assuntos relacionados à P&D do produto são tão complexos e dinâmicos, para organizações com processos detalhados, estereotipados e com estilo “uma luva serve para todas as mãos”.
No Scrum Guide e no Scrum Primer, o Scrum é descrito para uma única equipe.

LeSS
Large-Scale Scrum (LeSS) trata-se do Scrum aplicado para várias equipes trabalhando juntas em um mesmo produto. Por que LeSS? Ele é similar ao Scrum para uma única equipe.
Para grandes grupos, o LeSS estabelece um equilíbrio sutil entre elementos concretos e definidos e o controle de processos empíricos.
E assim como uma única equipe Scrum, o LeSS é (1) leve, (2) simples de entender, e (3) difícil de dominar devido à complexidade.

Background

Em 2002, quando Craig escreveu Agile & Iterative Development, muitos ‘sabiam” que o desenvolvimento ágil era para pequenos grupos. Entretanto, nós ficamos interessados -e fomos cada vez mais solicitados- em aplicar Scrum em desenvolvimentos de produtos muito grandes. Então, desde 2005 Craig e Bas se uniram para trabalhar com os clientes para escalarem Scrum. Atualmente, os dois frameworks LeSS (LeSS básico e LeSS Huge) estão sendo adotados em grandes grupos de produtos pelo mundo em diversos segmentos, incluindo:

Fabricantes de equipamentos de telecom como Ericsson & Nokia Networks
Bancos de investimentos e varejo como JPMorgan and BAML
Empresas de sistemas de negociação como ION Trading
Fabricantes de games como bwin
Terceirizadoras como Valtech India
Para quantificar ‘grande’, dentro deste contexto, nós já estivemos envolvidos com a adoção de LeSS Huge em grupo de produto com cerca de 2500 pessoas, 10 silos de desenvolvimento, dezenas de milhões of de linhas escritas em C++, com hardware customizado.

Qual o tamanho médio de uma equipe de grupos de produtos que utilizam LeSS?
Talvez entre três e cinco equipes distribuídas entre um ou dois silos.

Baseado em nossas experiências, entre 2008 e 2010, nós publicamos dois volumas sobre desenvolvimento ágil escalado usando os fremworks LeSS:

Scaling Lean & Agile Development: Thinking and Organizational Tools for Large-Scale Scrum, que explica as mudanças de pensamento, liderança e organizacionais.
Practices for Scaling Lean & Agile Development: Large, Multisite & Offshore Product Development with Large-Scale Scrum, que explica os conselhos concretos para escalar Scrum, incluindo gerenciamento do produto, arquitetura, planejamento, multisilos, terceirização e contratos.
Este é o terceiro livro da série LeSS, uma espécie de abertura. Ele é um resumo dos outros livros. Se você quiser mais detalhes sobre o LeSS, leia os primeiros dois volumes ou o site less.works.

Princípios e Temas do LeSS

Scrum em larga escala é Scrum — Não é um “novo e melhorado Scrum.” Pelo contrário, o LeSS é sobre descobrir como aplicar os princípios, elementos e o propósito do Scrum em um contexto de grande escala.

Controle de processos empíricos — Inspeção e adaptação dos produtos, processos, estrutura organizacional e práticas para criar uma organização adequada baseada em Scrum, em vez de seguir uma fórmula detalhada. E controle de processos empíricos exige e cria…

Transparência — Baseada em itens tangíveis ‘feitos’, ciclos curtos, trabalhando em equipe, definições comuns e mantendo o medo fora do local de trabalho.


Mais com menos—(1) No controle de processos empíricos temos: mais aprendizado com processos menos definidos. (2) No pensamento enxuto (Lean) temos: mais valor com menos desperdício e custos altos. (3) No dimensionamento temos menos papéis, artefatos e grupos especiais.

Foco em todo o produto—Um Product Backlog, um Product Owner, um potencial incremento lançável de produto, uma Sprint-independentemente se há 3 ou 33 equipes. Os clientes querem o produto, não uma parte somente.

Foco centrado no cliente—Identificar o valor e o desperdício na visão do cliente pagante. Reduzir o ciclo de tempo de acordo com sua perspectiva. Aumentar os loops de feedback com clientes reais. Todo mundo entender como seu trabalho atual se relaciona diretamente com os benefícios gerados para os clientes pagantes.

Melhoria contínua rumo à perfeição—Criar e entregar um produto o tempo todo, sem custos e sem defeitos, para encantar totalmente os clientes, melhorar o ambiente, e tornar a vida melhor. Fazer experiências de melhorias tanto humildes quanto radicais a cada Sprint neste sentido.

Pensamento sistêmico—Ver, compreender e otimizar o sistema como um todo (e não apenas partes dele), e usar modelagem para explorar a dinâmica do sistema. Evite as sub-otimizações que se concentram na “eficiência” ou “produtividade” dos indivíduos e das equipes individuais. Os clientes se preocupam com o fluxo e o tempo total do ciclo de vida do produto (da concepção até o retorno financeiro), e não os passos individuais.

Pensamento enxuto (Lean)—Criar um sistema organizacional cujo fundamento é ter “gerentes como professores” que aplicam e ensinam pensamentos sistêmicos e pensamentos enxutos, gerenciam para melhorar e “vão até Gemba” (Nota do Tradutor: Gemba é um termo japonês que significa: o lugar onde a verdade pode ser encontrada). Adicionar os dois pilares do respeito pelas pessoas e melhoria contínua. Tudo com o objetivo de atingir a perfeição.

Teoria das filas—Entender como sistemas com filas se comportam em ambientes de P&D, e aplicar essas informações para gerenciar tamanhos de fila, limites de trabalho em andamento, multitarefa, pacotes de trabalho, e variabilidade.

Fonte: https://less.works/pt/less/framework/introduction


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