domingo, 28 de abril de 2013

INFRAESTRUTURA - Inovação precisa fazer parte da cultura do banco


Inovação não é algo que seja feito por algumas pessoas dentro de um departamento. "Inovação é algo que precisa estar na presente cultura da empresa", afirma Maurício Minas, diretor executivo do Bradesco.  De acordo com o executivo, desde a fundação do Bradesco, há um incentivo natural para que as pessoas inovem. "Mas isso não é o suficiente. Se não houver uma metodologia que seja concreta e exequível no dia a dia, as boas ideias e até esse aspecto cultural de inovar, acabam se perdendo por uma falha de execução. No nosso caso, optamos por definir a forma como isso deve ser trabalhado na organização como um todo", explica.

Dentro de um padrão metodológico, o Bradesco define a forma como isso deve ser trabalhado na organização como um todo. "Existe um padrão metodológico. Nós definimos um departamento para ser um ponto focal, que funciona como um evangelizador de todas as áreas para que isso aconteça. Também definimos pontos de inovação, que são coordenados pelos gestores de negócio, a tecnologia é apoio", conta.

Os polos de inovação do Bradesco estão divididos em cinco grandes áreas. A primeira delas é canais digitais. A segunda delas é produtos. A terceira é o que chamamos de agência do futuro. A quarta é seguros e a quinta é meios de pagamentos. Nesses polos de inovação há uma diversidade suficiente de pessoas representem negócios, a rede, produtos, a tecnologia, todo o back office da forma com que os processos aconteçam. Segundo Maurício Minas, a ideia é permitir que "na construção de qualquer ideia se tenha o compromisso natural do banco. Não precisa se vender o conceito para alguém porque foi construído por todos eles", detalha.

Essa metodologia, conforme o executivo, permite fazer um filtro bastante eficiente daquilo que é o desenvolvimento natural de um produto, que é a inovação. "Tomamos cuidado para que não tenhamos nesses polos toda a demanda por novos produtos no banco. Boa parte disso teria que ser gerado nas unidades fins." Para Minas, inovação, sim, é um incremental de cultura, mas teria que ser diferenciada nesse funil. "Isso é relativamente recente. Viemos exercitando o conceito há muito tempo, mas só no último ano resolvemos pôr em prática. Até agora o resultado têm sido o melhor possível."

Na visão de Frank Meylan, sócio de Ti da KPMG, a inovação nos canais eletrônicos deve constantemente evoluir. Meylan conta que depois de muitos anos trocou seu aparelho de TV. Ao adquirir uma smart TV, o vendedor perguntou  a ele se queria um ou dois processadores, memória e wireless. "Temos os canais eletrônicos, que lidam agora com os novos dispositivos móveis. Esses canais devem estar preparados ou pensados no desenho de sua arquitetura para lidar com os tradicionais internet banking, smartphones ou telefones celulares.  É preciso se pensar nos clientes que utilizam os Smartphone de última geração e também no público mais humilde, que vai lidar com o celular mais simples", dá a receita.

Conforme Meylan é objetivo para os bancos atingir estes clientes. "O canal tem que estar preparado, assim como a aplicação tem que estar preparada para diversos tipos de dispositivos, e os novos dispositivos que estão surgindo."

Ao ligar o aparelho de TV há um conjunto de aplicativos, com o acréscimo do banco disponível. Ao utilizar e acessar o banco pela televisão a forma de interação é diferente de um tablet. É diferente de um Smartphone  "O aplicativo para ser desenhado para esse de vice tem que ser pensado na relação com o cliente que vai utilizar naquele momento em que ele está assistindo aquele programa, e em uma janela no alto da tela vai pagar uma conta, vai consultar o extrato, checar a posição dos investimentos, e assim por diante", exemplifica.

Do ponto de vista de tecnologia, as instituições financeiras devem pensar além dos aplicativos que vão ser instalados ou que estão disponíveis dentro dos dispositivos  É preciso olhar do ponto de vista do back office e dos servidores que vão receber essa comunicação, assim como observar a disponibilidade de lidar com os mais diversos tipos de dispositivos do mercado.

Os executivos participaram do Ciab Day, na última semana. O evento é uma prévia do Ciab, Congresso anual da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), que acontece entre os dias 12 e 14 de junho.

Fonte de Pesquisa www.executivosfinanceiros.com.br/

Nenhum comentário:

Postar um comentário