sexta-feira, 26 de abril de 2013

Gestores de TI - Mirem a mobilidade para transformar os negócios do Futuro


É raro hoje um CIO que não esteja lidando com o impacto da mobilidade e da consumerização na área de TI. Mas a mobilidade é mais do que apenas o mais recente passo em direção à inovação tecnológica, dizem Mike Brinker e Shehryar Khan, diretores da Deloitte Consulting. A mobilidade é fundamental para  remodelar os modelos operacionais e os modelos de negócios. E já não é suficiente pensar no " mobile-first", segundo eles. Em vez disso, os CIOs que quiserem levar suas empresas para o futuro pós-digital devem começar a pensar em estratégias "mobile-only".

Os sinais são claros, dizem os analistas: em 2012, a Apple Store e a Google Play ultrapassaram  25 bilhões de downloads de aplicativos. Além disso, de acordo com uma pesquisa sobre tendências da Internet, realizada por Mary Meeker, sócia da Kleiner Perkins Caufield & Byers, 13% de todo o tráfego de Internet em 2012 foi originado a partir de dispositivos móveis.

"A explosão de smartphones e tablets não pode ser negada", escrevem Brinker e Khan no relatório "Tech Trends 2013: Elements of Postdigital", da consultoria. Nas empresas as iniciativas móveis têm aparecido em quase todos os cantos e para diferentes finalidades - para mobilidade da força de trabalho, envolvimento dos clientes e reformulação do modo usual de fazer negócios. Os CIOs estão lutando para lidar com o clamor por desenvolvimento, implantação e promoção de aplicações móveis. E muitos estão se orientando pelo evangelho do "um aplicativo para isso", tentando suprir a lacuna entre as expectativas do usuário final e as ofertas atuais.

Esse cenário levou muitos CIOs a adotarem a atitude "mobile-first" em 2012, em que suas equipes eram instadas a considerar um componente móvel para cada projeto de solução de TI. O problema é que é aí que muitas organizações permanecem até hoje, dizem Brinker e Khan. Muitas organizações continuam  simplesmente incorporando smartphones e tablets às operações e aos processos existentes, em vez de capitalizar o potencial da mobilidade para transformar operações e processos.

Enquanto isso, os sensores estão se multiplicando rapidamente no mercado, permitindo potencialmente a criação de poderosas soluções baseadas nas conexões máquina-a-máquina. O ecossistema móvel está se movendo na velocidade da luz. Reconhecimento de padrões e análise contextual, ambiente e acesso, conectividade e adoção em massa de interfaces naturais - gesto e voz - estão criando novos modos de engajamento do usuário. A oportunidade vai muito além de usar aplicativos móveis para fazer o que você sempre fez, de forma diferente.

"Na era pós-PC, celular não pode ser apenas um hobby", dizem os executivos da Deloitte. "Não é digno de nota que a sua empresa tenha grandes aplicativos móveis, é digno de nota que sua empresa esteja gerando negócios inovadores, dinheiro novo, a partir de soluções móveis que permitiram transformar operações e processos", diz o estudo.

No entender da Deloitte, mobilidade é uma das tendências disruptivas, que podem criar rupturas positivas e sustentáveis nos recursos de TI, nas operações ou nos modelos de negócio.

Quatro forças estão definindo o futuro do celular
Ainda segundo a consultoria, quatro forças estão se reunindo para definir o futuro da mobilidade:

1 - Convergência 
"Mobilidade provavelmente se tornará a âncora para nossas identidades digitais, proporcionando um hub centralizado, permanentemente conectado com os serviços de informação, entretenimento e conveniência em nossas vidas pessoais e profissionais", afirmam Brinker e Khan.

O celular já é a nova câmera, relógio, loja de livros, rádio, chave do carro, dicionário, livro didático, livro de endereços, ferramenta de vendas, o dinheiro, a calculadora, o termostato, e o assistente pessoal. Quanto tempo levará até ser também o novo médico, a loja de varejo, o pessoal de linha de produção (impressão 3D e replicação), e prova oficial de identidade?

Mais atraente do que os casos de uso individuais é como eles convergem em um espaço móvel acessível através de diferentes dispositivos.

2 - Ubiquidade
Mobilidade em breve estará incorporada a quase tudo que interagir, dizem Brinker e Khan. Em breve seremos capazes de sincronizar praticamente qualquer atividade com qualquer dispositivo. Por exemplo, em um futuro não muito distante, poderemos iniciar o dia lendo o jornal da manhã no espelho do banheiro, em seguida, continuar a experiência de ler o jornal ouvindo uma versão para ser lida pelo seu carro durante seu trajeto, e terminar a leitura através do display de seus óculos durante o deslocamento no elevador até o andar do seu escritório.


3 - Transparência 
Durante mais de duas décadas, a interface de usuário foi do tipo aponte e clique. Recentemente, evoluiu para incluir o toque. Logo, segundo Brinker e Khan, serviços de voz, gestos e localização tendem a se tornar nossas principais formas de interagir com dispositivos e sistemas, disponibilizando novos casos de uso para o comércio, back office e nossas vidas pessoais. "Um exemplo simples é o cartão de embarque móvel para um vôo de companhia aérea", dizem eles.

"Até recentemente, o usuário tinha que pegar o seu telefone, desbloqueá-lo, abrir o calendário, encontrar o seu vôo, copiar seu código de confirmação, encontrar e ativar o app da companhia aérea, escolher o check-in, colar o código de confirmação e, em seguida, ficar no aplicativo para apresentar o cartão na segurança da sala de embarque e novamente no embarque propriamente dito. Usando serviços baseados em localização e uma série de tecnologias para comunicação de curto alcance, os dispositivos de hoje já podem tornar essaa operação uma interação livre do usuário. Quando chegar ao aeroporto horas antes de seu vôo, o cartão de embarque é exibido automaticamente em sua tela e transmitido para o TSA e os portões sem que tenhamos que tirar o celular do bolso ou da bolsa", explicam  Brinker e Khan.

4 - Realidade aumentada
Este seja talvez o recurso mais próximo da ficção científica, mas Brinker e Khan notam que ele está se movendo dos jogos, ambientes militares e científicos, para se tornar um recurso mainstream nas empresas. "O que você pode ler, ouvir ou sentir é entregue com base em como você se movimenta, gesticula e conversa - sensíveis à localização e contexto, com informações que você precisa ou quer, em um formato que possa se adaptar ao ambiente", dizem eles. "O trabalho de desenvolvimento do sexto sentido, de Pranav Mistry e Maes Patty, do Media Lab Fluid Interfaces, do MIT, demonstra que isso não é ficção científica, mas sim a realidade empresarial."

Cinco Passos Fundamentais para um futuro mobile-only
Lidar com os desafios do BYOD e a  criação de aplicativos móveis pode ser um desafio. E o é, de fato. O que pode fazer a implementação de uma empresa mobile-only parecer um desafio intransponível. Nem tanto... Na opinião de Brinker e Khan existem cinco etapas fundamentais que os CIOs devem considerar para começar:

1 - Acelerar sua estratégia digital
Não há tempo para um "exercício prolongado" de planejamento estratégico, dizem eles, porque a mobilidade está se movendo muito rápido. Sim, a estratégia é importante, mas oito semanas de planejamento é uma janela mais viável do que oito meses.

"O CIO deve começar identificando uma oportunidade - ajudar a empresa descobrir ideias para incrementar a experiência do cliente, empregado e/ou parceiro através de celular", dizem Brinker e Khan.

2 - Cruze as fronteiras
Provavelmente, sua organização está financiando esforços paralelos em áreas como gestão de conteúdos, gestão de ativos, mídias sociais, CRM, análise, gamificação...

"Na melhor das hipóteses, não há trabalho redundante sendo feito", dizem Brinker e Khan. "Na pior das hipóteses, as conexões estão sendo perdidas, e as prioridades concorrentes pode estar levando a direções drasticamente diferentes. Estes esforços não têm necessariamente de ser encurralados em uma equipe única e centralizada.  Mas é prudente evitar que sobreposições sejam tratadas de forma isolada."

3 - Mostre, não conte
Quando começar a desenvolver recursos avançados, mostrar o que eles podem fazer é melhor do que falar.

4 - Monitore os primeiros usuários
Acompanhe as opiniões dos primeiros usuários a terem contato com a aplicação. E  considere tornar os membros da equipe responsáveis por manter todos atualizados sobre o que os outros estão fazendo.

5 - Olhe cada interação através dos olhos do cliente.
Para atender as expectativas dos usuários, você precisa entender as necessidades dos usuários-alvo, seus desejos e rotinas.

Fonte de Pesquisa : THOR OLAVSRUD, CITEWORLD/EUA

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